Preço de venda

Como calcular o preço de venda de um produto ou serviço

Entenda quais custos entram no preço, veja um exemplo de cálculo e saiba diferenciar margem de contribuição de lucro antes de vender.

Por ØX Tecnologia Empresarial4 min de leitura
O preço precisa cobrir os gastos da venda e deixar uma contribuição para as despesas fixas e o resultado da empresa. Acrescentar uma porcentagem ao custo, sozinho, não garante isso.

1. Separe o que custa entregar e o que custa vender

Comece por uma unidade do produto ou por um serviço com escopo definido. Liste o que você gasta para entregar aquela venda e o que será descontado do valor recebido. Use dados recentes da sua operação.

  • Produto: aquisição ou fabricação, embalagem e frete que ficará por conta da empresa.
  • Serviço: materiais, deslocamento e horas de execução. Se a equipe já estiver nos gastos fixos, evite contar o mesmo custo duas vezes.
  • Venda: impostos aplicáveis, taxa de pagamento, comissão e outras despesas variáveis.
  • Estrutura: aluguel, administração, sistemas e demais gastos fixos do mês, que precisam ser cobertos pela contribuição do conjunto das vendas.

2. Defina o que precisa sobrar da venda

Margem de contribuição é a parcela da receita que sobra após os custos e despesas variáveis. Ela ajuda a pagar os gastos fixos. Só depois de considerar todos os gastos do período é possível avaliar o lucro da empresa.

Para calcular um preço de referência, você pode partir do custo variável por unidade e de uma contribuição desejada sobre o preço. A meta precisa fazer sentido diante do volume de vendas, da estrutura e do mercado; não existe um percentual ideal para toda empresa.

Exemplo: custo de R$ 60,00 por unidade

Preço = custo por unidade ÷ (1 − taxas sobre a venda − contribuição desejada)

Considere R$ 60,00 de custo variável por unidade, 10% de despesas variáveis sobre o preço e uma contribuição desejada de 30%. Os percentuais são hipotéticos.

Preço = 60 ÷ (1 − 0,10 − 0,30) = R$ 100,00. Dos R$ 100,00, saem R$ 60,00 de custo e R$ 10,00 de despesas variáveis. Restam R$ 30,00 para os gastos fixos e o resultado.

Esses R$ 30,00 não são lucro líquido. A fórmula também exige que a soma dos percentuais seja menor que 100%. Se não for, revise as premissas antes de calcular.

3. Não confunda margem com acréscimo sobre o custo

Imagine um custo de R$ 100,00 e um preço de R$ 130,00, sem outros gastos apenas para simplificar. O acréscimo foi de 30% sobre o custo, mas os R$ 30,00 representam 23,08% do preço de venda: 30 ÷ 130.

Quando taxas e impostos incidem sobre o preço, eles também precisam entrar no cálculo. Confirmar a base de cada percentual evita uma margem que parece boa no papel e desaparece no recebimento.

4. Compare o cálculo com a realidade do negócio

Confira se a contribuição total esperada cobre os gastos fixos no volume que você consegue vender. Compare também prazo, qualidade, atendimento e preço de alternativas do mercado.

Se o preço calculado ficar difícil de praticar, investigue custo, escopo, produtividade e condições de pagamento. Recalcule quando fornecedores, taxas ou condições da venda mudarem. Um preço de referência é um ponto de partida para decidir, não uma garantia de resultado.

Da leitura para a prática

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Referências para aprofundar

Exemplos numéricos elaborados pela ØX para explicar os conceitos. Use os custos, taxas e condições reais da sua operação ao simular.

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